A arma já está pronta para ser usada, só falta a coragem de dar cabo da própria vida. A frieza estava presente até o fim, mas de repente veio um conjunto de lembranças que me emocionaram. Difícil não querer chorar ao relembrar o que me levou até aqui. A solidão é devastadora, mas há uma população de pessoas amadas ainda em minha mente, que não param de falar comigo. São tantas palavras que fico tonta, mal consigo escutar o que querem dizer.
Quando a coragem volta para acabar com tudo isso de uma vez, a mão segura a arma com firmeza, para evitar que o solavanco cause um estrago ainda maior. Não é preciso medir nada, eu a coloco rente a minha têmpora para que o serviço seja imediato. Eu sei que não ficará adequado no velório, mas isso nunca me importou. Respiro fundo, é agora.
Sinto uma mão puxando levemente a arma da minha direção. Não a vejo, meus olhos estão firmemente fechados e não quero abrir. Derrubo a arma rente aos meus pés e ela atira, por pouco não me acerta. Não me assusto, não tenho medo de nada além de mim mesma.

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